sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Capela de Nossa Senhora da Piedade


Capela de Nossa Senhora da Piedade

Histórico
Data da construção: 1720.
Autor do projeto: *
Proprietário: Arquidiocese de Mariana.
Tombamento: Processo nº 75, Inscrição nº 21, Livro Belas-Artes, fls. 42. Data: 08.IX.I939.
Finalidade atual: Culto religioso.
Esta capela é a última das que foram construídas na Serra de Ouro Preto, no antigo arraial dos Paulistas, incendiado pelos portugueses, por ocasião da revolta chefiada por Filipe dos Santos, em 1720. Essa data coincide com a inscrição que se lê na peanha da cruz no alto da empena, acima do telhado, e que é certamente uma data de conclusão da obra. É uma das capelas mais antigas de Ouro Preto e com características do primeiro estilo, situada num platô e circundada pelas ruínas negras e calcinadas do arraial, no morro de Pascoal da Silva. A construção em canga, sob forma de matações, é marcante dos primeiros anos do século XVIII e do local; à semelhança das capelas de Sant'Ana e São João, igualmente no Morro da Queimada, mas com a diferença de que os guarnecimentos de portas e janelas são em cantaria. A capela manteve-se relativamente em bom estado, mas uma vistoria de 28 de outubro de 1964, feita pelo historiador Salomão de Vasconcellos, recomendava que fossem feitos reparos gerais no telhado, substituição de parte do madeiramento, forros e telhas. Em 1979, o IEPHA-MG, em convênio com a SPHAN, executou reforma geral, incluindo agenciamento externo, revisão da cobertura, recomposição de alvenarias, revestimentos, pisos, forros, substituição das instalações elétricas, restauração dos elementos artísticos.                                               

Descrição
A fachada é de grande interesse e apresenta já uma característica que terá total aceitação através do século: o tipo de composição de porta central única e duas janelas rasgadas ao nível do coro com balaustradas. Ao invés das duas torres que aparecerão, completando a composição básica, há duas sineiras abertas, encimadas por arco semi-circular. Aqui há apenas um sino na sineira do lado direito. Na empena sobrelevada do telhado há um simples óculo redondo. As vergas são retas, tanto na portada como nas janelas, e a porta em duas folhas é almofadada. Internamente a parte ornamental é relativamente pobre em talha. Os altares laterais da nave são em tábuas recortadas, tendo apenas alguma talha nas duas colunas torsas e poucos elementos. O arco-cruzeiro é em cantaria, encimado por tarja pintada, e a capela-mor tem o retábulo em arco, simples, com alguma ornamentação. As pinturas em branco e ouro, desgastadas, completam-se no forro da capela-mor com pinturas representando querubins, atribuída a Antônio Carlos Gregório. A mesa de comunhão é constituída por uma balaustrada torneada de boa qualidade.
Localização: Morro da Queimada - arredores de Ouro Preto.

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