Histórico
Data da construção: 1720.
Autor do projeto: *
Proprietário: Arquidiocese de Mariana.
Tombamento: Processo nº 75, Inscrição nº 21, Livro Belas-Artes, fls. 42. Data: 08.IX.I939.
Finalidade atual: Culto religioso.
Esta capela é a última das que foram
construídas na Serra de Ouro Preto, no antigo arraial dos Paulistas, incendiado
pelos portugueses, por ocasião da revolta chefiada por Filipe dos Santos, em
1720. Essa data coincide com a inscrição que se lê na peanha da cruz no alto da
empena, acima do telhado, e que é certamente uma data de conclusão da obra. É
uma das capelas mais antigas de Ouro Preto e com características do primeiro
estilo, situada num platô e circundada pelas ruínas negras e calcinadas do
arraial, no morro de Pascoal da Silva. A construção em canga, sob forma de
matações, é marcante dos primeiros anos do século XVIII e do local; à
semelhança das capelas de Sant'Ana e São João, igualmente no Morro da Queimada,
mas com a diferença de que os guarnecimentos de portas e janelas são em
cantaria. A capela manteve-se relativamente em bom estado, mas uma vistoria de
28 de outubro de 1964, feita pelo historiador Salomão de Vasconcellos,
recomendava que fossem feitos reparos gerais no telhado, substituição de parte
do madeiramento, forros e telhas. Em 1979, o IEPHA-MG, em convênio com a SPHAN,
executou reforma geral, incluindo agenciamento externo, revisão da cobertura,
recomposição de alvenarias, revestimentos, pisos, forros, substituição das
instalações elétricas, restauração dos elementos artísticos.
Descrição
A fachada é de grande interesse e
apresenta já uma característica que terá total aceitação através do século: o
tipo de composição de porta central única e duas janelas rasgadas ao nível do
coro com balaustradas. Ao invés das duas torres que aparecerão, completando a
composição básica, há duas sineiras abertas, encimadas por arco semi-circular.
Aqui há apenas um sino na sineira do lado direito. Na empena sobrelevada do
telhado há um simples óculo redondo. As vergas são retas, tanto na portada como
nas janelas, e a porta em duas folhas é almofadada. Internamente a parte
ornamental é relativamente pobre em talha. Os altares laterais da nave são em
tábuas recortadas, tendo apenas alguma talha nas duas colunas torsas e poucos
elementos. O arco-cruzeiro é em cantaria, encimado por tarja pintada, e a
capela-mor tem o retábulo em arco, simples, com alguma ornamentação. As
pinturas em branco e ouro, desgastadas, completam-se no forro da capela-mor com
pinturas representando querubins, atribuída a Antônio Carlos Gregório. A mesa
de comunhão é constituída por uma balaustrada torneada de boa qualidade.
Localização: Morro da Queimada - arredores de Ouro Preto.

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